Abril é o mês do Centro de Artes e Espetáculos de Vale de Cambra, que assinala o seu primeiro aniversário com uma programação que se estende de 7 a 18 de abril. O CAE Vale de Cambra abriu portas a 10 de abril de 2025 e, um ano depois, celebra esse percurso com propostas que cruzam música, teatro, artes visuais, pensamento, participação comunitária e criação local.
O programa de aniversário arranca a 7 de abril, às 18h00, com a apresentação da programação para os meses de abril a julho, num momento que servirá também para fazer o balanço do primeiro ano de atividade do equipamento cultural. Entre a retrospetiva do percurso realizado e a projeção do futuro, esta sessão dará a conhecer os espetáculos, atividades e propostas que irão marcar os próximos meses, reforçando o compromisso do CAE com uma programação diversa, próxima da comunidade e aberta a diferentes formas de criação e participação.
"Este primeiro aniversário é, acima de tudo, uma oportunidade para olhar para o caminho percorrido e reafirmar aquilo que queremos continuar a construir: um espaço cultural vivo, plural e próximo das pessoas. Ao longo deste primeiro ano procurámos afirmar uma programação que dialoga com diferentes públicos, cruza linguagens artísticas e reforça a relação entre criação contemporânea, território e comunidade", sublinha João Aidos, diretor artístico do CAE Vale de Cambra.
A programação comemorativa começa a 9 de abril, às 10h30, com a masterclass Desenhar do Escuro, orientada por António Jorge Gonçalves. Dirigida a estudantes, profissionais e amadores da área artística, esta sessão propõe uma reflexão sobre o papel da luz e da escuridão na composição de imagens, atravessando linguagens como o desenho, a pintura, a fotografia e o cinema.
No dia 10 de abril, às 21h30, o auditório recebe o concerto de celebração do primeiro aniversário do CAE: A luz dos dedos, projeto que reúne Rodrigo Leão, Gabriel Gomes e António Jorge Gonçalves. Entre música e desenho ao vivo, o espetáculo cruza novas composições com temas marcantes do percurso de Rodrigo Leão, incluindo músicas compostas para Sétima Legião, Madredeus e Os Poetas.
"Quisemos que esta celebração refletisse aquilo que o CAE tem procurado ser: um lugar de encontro entre diferentes linguagens, artistas consagrados, criadores emergentes e comunidade. Esta programação não é apenas comemorativa; é também uma afirmação da identidade que temos vindo a construir", acrescenta João Aidos.
No dia seguinte, 11 de abril, a partir das 20h00, a antiga Fábrica Martins & Rebello acolhe SOMA, uma experiência de canto coletivo comunitário criada por Diana Castro. Aberta a participantes com ou sem experiência musical, a iniciativa não exige audições nem conhecimentos prévios de leitura musical. Antes do encontro, os participantes recebem uma canção que serve de base ao trabalho desenvolvido em conjunto. A sessão começa com exercícios simples de preparação vocal e segue com o ensaio de um arranjo criado especificamente para o grupo. No final, todos interpretam a canção em harmonia, num momento de criação partilhada em que o público deixa de ser espectador para ocupar o papel de artista.
A 12 de abril, às 17h00, inaugura-se a exposição Viagens na Minha Terra, de Augusto Brázio, patente até 11 de julho na área expositiva do CAE. O projeto reúne, pela primeira vez, fotografias realizadas pelo autor em diferentes pontos do território português, propondo uma reflexão sobre o país, o território e o próprio ato de ver.
Ainda no dia 12 de abril, às 17h30, o café-concerto recebe a harpista Angélica Salvi para um concerto de entrada gratuita. A artista espanhola, radicada no Porto, apresenta uma proposta que cruza improvisação, música contemporânea e experimentação sonora.
A programação encerra a 18 de abril, às 21h30, com a estreia de Insegura – uma tragédia de enganos, texto de Ana Markl com encenação de João Amorim, apresentado pelo Grupo de Teatro Juvenil do CAE Vale de Cambra. Criado no ano passado na sequência de uma chamada aberta à comunidade, este grupo reúne jovens intérpretes do concelho e afirma-se como um espaço de experimentação, formação e criação artística. Integrado no projeto PANOS — palcos novos palavras novas, do Teatro Nacional D. Maria II, o espetáculo reúne 15 intérpretes femininas num trabalho coletivo sobre amor, vulnerabilidade e proteção emocional.
"Ao longo deste primeiro ano, o CAE Vale de Cambra afirmou-se como um espaço cultural de referência, dedicado à apresentação, produção, acolhimento e criação de projetos artísticos e pedagógicos, valorizando a diversidade, a qualidade artística, o diálogo intergeracional e a participação da comunidade", refere a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Vale de Cambra, Mónica Seixas.
"Celebrar este aniversário é também agradecer aos artistas, parceiros, escolas, associações, públicos e comunidade que fizeram parte deste primeiro ano. O futuro do CAE constrói-se precisamente a partir desta relação de proximidade e de pertença", acrescenta.
Os bilhetes para os espetáculos já se encontram à venda na bilheteira do CAE Vale de Cambra e online, através da BOL. A programação completa pode ser consultada em caevaledecambra.com.