Este sábado, dia 11 de abril, a Arte no Tempo terá como convidada a investigadora Ângela Filipa Brochado para a sua sessão mensal “Que música ouvimos?”, atividade, de entrada livre e aberta a toda a comunidade, sempre com início às 15h30, no Museu de Aveiro / Santa Joana. Após a apresentação de uma peça do Museu pelo seu diretor, José António Christo, seguir-se-á a conversa com a protagonista, desta vez conduzida por Diana Ferreira, e o habitual convívio à volta do chá.
Investigadora de pós-doutoramento no âmbito da Agenda PRR NEXUS, dedicada à transição verde e digital nos transportes, na logística e na mobilidade, Ângela Filipa Brochado (Barcelos, 1997) adoptou Aveiro aos 18 anos, em cuja universidade se licenciou, concluiu mestrado e se doutorou em Engenharia e Gestão Industrial. O seu trajeto pessoal e profissional conheceu várias inflexões até chegar ao ponto em que hoje se encontra, revelando, ao longo desse caminho, uma dimensão musical, artística e criativa cultivada desde cedo. Praticou patinagem artística e ginástica rítmica, cultivou o desenho e a pintura, mas também a escrita (que lhe valeu, aos 11 anos, o 1.º prémio de melhor conto original num concurso destinado a jovens até aos 18 anos, promovido pela Biblioteca Municipal de Barcelos, mais dois primeiros prémios na categoria de recitação, no concurso “Pequenos, Grandes Poetas”, entre os 12 e os 15 anos) e a música, sempre a sua “segunda vida”, com amor relevância a partir do momento em que integrou uma banda de rock/metal, aos 16 anos, até ao Festival da Canção de Barcelos - onde foi distinguida com o prémio de melhor canção original, enquanto intérprete, escritora e compositora; a sua versatilidade tem-lhe permitido cantar repertórios que vão da música popular portuguesa ao fado, da pop internacional ao soul e ao jazz, ou mesmo à música sacra.
Na sua vertente profissional, lecionou áreas como Bioestatística, Álgebra Linear e Geometria Analítica e Técnicas Matemáticas para Big Data, no Departamento de Matemática da Universidade de Aveiro. Paralelamente, orientou formação para a indústria, colaborando com empresas portuguesas e internacionais em contextos ligados à análise, optimização e benchmarking de processos industriais e logísticos.
Em 2025, a sua tese de doutoramento foi distinguida com dois grandes prémios, um nacional e um internacional: o Prémio de Melhor Tese de Doutoramento em Qualidade e Excelência Organizacional, atribuído pela Associação Portuguesa para a Qualidade, e o primeiro lugar na Doctoral Dissertation Competition da 8.ª European Conference on Industrial Engineering and Operations Management, em Paris. No mesmo ano, conseguiu ainda um prémio de Melhor Apresentação de trabalho científico numa conferência internacional na área da Inteligência Artificial, no Japão. Tem apresentado o seu trabalho em diversos contextos académicos e científicos, em Portugal e no estrangeiro, participando em conferências realizadas em Espanha, Alemanha, Áustria, Grécia, Itália, França, Coreia do Sul, Japão, Singapura e Austrália. Com interesses tão diversificados, que música nos dará a ouvir Ângela Filipa Brochado?
A Arte no Tempo é uma estrutura financiada pela Direção-Geral das Artes e conta com a colaboração do Município de Aveiro.