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Porto de Aveiro: é possível crescer sem pôr a Ria em risco?

Região Ler mais tarde

Comunidade portuária pressiona alterações à entrada da barra, Município de Ílhavo pede prudência. 

A necessidade de avançar com alterações à entrada da barra esteve em destaque na cerimónia evocativa do Dia do Porto de Aveiro, assinalada esta sexta-feira, dia 10 de abril, no Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré. Nuno Pires, presidente da Comunidade Portuária de Aveiro, defende a urgência do investimento como condição para reforçar a competitividade das empresas da região, enquanto o presidente da câmara de Ílhavo, Rui Dias, alertou para a necessidade de garantir soluções ambientalmente sustentáveis que preservem a Ria e as comunidades que dela dependem.

No centro do debate esteve o futuro da infraestrutura portuária e o equilíbrio entre crescimento económico e sustentabilidade ambiental. Nuno Pires sublinhou que o Porto de Aveiro é hoje “um motor económico e logístico” essencial, destacando a sua ligação a importantes clusters industriais, da metalomecânica à cerâmica, passando pela indústria química e florestal. “O Porto de Aveiro é, na verdade, um motor de desenvolvimento que serve às empresas, que cria emprego e que liga Portugal aos mercados internacionais”, afirmou.

Nesse sentido, considerou prioritária a concretização da empreitada de alteração da entrada da barra, defendendo que esta permitirá receber navios de maior dimensão e reduzir custos de transporte. “Esse é um investimento que é absolutamente necessário (…) para responder à competitividade das empresas que precisam ter navios de maior dimensão, que possam aportar reduções do custo unitário do transporte”, disse. Para o responsável, esta intervenção é determinante num porto que caracteriza como “um porto de empresas”, realçando a necessidade de complementar os serviços atuais com novas valências, como o reforço da contentorização.

Nuno Pires enquadrou ainda esta ambição num contexto global exigente, marcado por incertezas geopolíticas e pela aceleração tecnológica, defendendo decisões rápidas e investimentos estruturantes. Entre outras prioridades, apontou a importância da gestão eficiente dos terraplenos, do reforço da intermodalidade, nomeadamente com a ligação ferroviária à ZALI - Zona de Atividades Logísticas e Industriais –, e de um modelo de operação portuária que combine concorrência com equilíbrio entre operadores.

A visão de crescimento foi, contudo, acompanhada por um apelo à prudência por parte de Rui Dias. O presidente da câmara de Ílhavo reconheceu o papel determinante do Porto de Aveiro no desenvolvimento económico e social da região – recordando, inclusive, o impacto histórico da abertura da barra na identidade local –, mas alertou para os riscos associados a intervenções de grande escala.

“Temos de ser claros e prudentes, de forma economicamente viável, estrategicamente planeada e, acima de tudo, ambientalmente sustentável”, reiterou. Rui Dias destacou que alterações na barra podem ter “um forte impacto sobre as dinâmicas das águas da ria”, com consequências diretas para as atividades piscatórias, para o equilíbrio ecológico e para a qualidade de vida das populações. “Temos que ter um cuidado acrescido (...) na defesa dos interesses do nosso cidadão que nos cumpre respeitar e assegurar”, reforçou. 

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Porto de Aveiro homenageia trabalhadores

A abrir a sessão, já Teresa Cardoso, presidente do Conselho de Administração do Porto de Aveiro, recordara o percurso histórico da infraestrutura e o seu papel como “porta aberta ao mundo” e elo nas cadeias logísticas globais. A responsável reforçou o compromisso com um futuro assente na “sustentabilidade, inovação e digitalização”, apontando investimentos em acessibilidades, eficiência logística e transição energética. 

Também Luís Souto, presidente da Câmara de Aveiro, evocou a importância histórica da abertura da barra, que classificou como “absolutamente transformadora para toda a região”, destacando o impacto das sucessivas intervenções portuárias no desenvolvimento económico e territorial. O autarca referiu ainda o papel do porto na criação de emprego e na captação de investimento, defendendo uma maior valorização das acessibilidades ferroviárias e da articulação institucional entre entidades.

A cerimónia terminou com uma homenagem a trabalhadores do Porto de Aveiro que completaram 15, 20, 25 e 35 anos de serviço, num gesto de reconhecimento pelo contributo de gerações de profissionais para o crescimento da infraestrutura. “São o verdadeiro coração do Porto de Aveiro”, afirmou Teresa Cardoso, frisando a dedicação e o conhecimento acumulado que sustentam o presente e o futuro da atividade portuária.

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