O alerta é lançado por um habitante da praia da Barra, no município de Ílhavo, mas a preocupação é partilhada por outros moradores. O corte da “única ponte que liga a Praia da Barra à Gafanha da Nazaré e o bloqueio da estrada da Costa Nova” ditados ela realização da Maratona da Europa, no próximo domingo, vai deixar “os habitantes literalmente reféns nas suas próprias casas”.
“Quero acreditar que a questão da segurança e do acesso de veículos de emergência (ambulâncias, bombeiros ou polícia) esteja, certamente, pensada e acautelada pelas autoridades competentes e pela organização. No entanto, o planeamento falhou redondamente no respeito pelo dia a dia das pessoas comuns”, adverte o morador Hugo Lemos, numa nota enviada à nossa redação.
“Como fazem os residentes que trabalham ao fim de semana? Falamos de profissionais de saúde, forças de segurança, trabalhadores do comércio, restauração, hotelaria e serviços por turnos que não podem simplesmente ‘faltar ao trabalho’ porque o acesso à sua casa foi cortado para uma prova desportiva”, prossegue, assegurando não ser “contra a promoção do desporto nem contra a realização de eventos na nossa região”. Contudo, frisa, “é da mais elementar irresponsabilidade que as Câmaras Municipais de Aveiro e Ílhavo compactuem com uma logística que paralisa a vida de milhares de munícipes sem acautelar, desde o primeiro momento, um corredor alternativo exclusivo para a entrada e saída de residentes”.
A Aveiro Mag contactou o gabinete da presidência da autarquia ilhavense, que assegurou que a situação dos veículos de emergência está devidamente acautelada –os veículos de socorro estarão posicionados em vários locais afetados pela prova. Quanto aos moradores, o executivo municipal pede a sua compreensão, notando que os cortes de via começarão a ser levantados assim que passar o último atleta.