A Câmara Municipal de Ílhavo diz ter recebido o relatório de avaliação do estado de degradação estrutural da Ponte da Vista Alegro, cujas conclusões justificam, segundo autarquia, que se mantenha a travessia encerrada ao tráfego automóvel. Em comunicado, a Câmara Municipal diz ter “a perfeita noção dos constrangimentos que o encerramento da ponte provoca na comunidade e na mobilidade das pessoas”, contudo, é acrescentado, “para o atual executivo nunca será opção trocar a segurança e a vida das pessoas pelo agradar populista ou mediático ou, muito menos, por razões eleitoralistas”. Importa lembrar que a situação da ponte tem suscitado várias críticas por parte da população afetada, dividindo também opiniões no meio político – o movimento Unir para Fazer, que anteriormente governou a autarquia, defende a construção de uma nova ponte para “evitar perdas de tempo”.
O relatório de avaliação agora recebido - “complementar às inspeções realizadas em 2015 e 2023, bem como ao parecer emitido pelo Gabinete Municipal de Proteção Civil” - conclui que “existem sinais evidentes de degradação progressiva da estrutura, em particular, as duas vigas longitudinais centrais que correspondem aos elementos mais pressionados e solicitados, e, simultaneamente, aqueles onde se verificam os danos mais significativos, exigindo uma intervenção prioritária”.
Mais: “numa avaliação global, a Ponte entre a Vista Alegre e a Gafanha da Boavista apresenta um quadro de deterioração caracterizado pela corrosão generalizada face à elevada exposição à humidade e condições ambientais; deficiências nas ligações estruturais e na rigidez transversal; degradação acentuada do tabuleiro em madeira, com presença de podridão, fissuração e colonização biológica; problemas de erosão e assentamentos nos taludes; agravamento associado ao aumento do tráfego rodoviário”.
Nesse sentido, a Câmara Municipal de Ílhavo decidiu manter o encerramento da ponte ao tráfego rodoviário e limitar a sua utilização de forma condicionada, a peões e a velocípedes. Ao mesmo tempo, assegura a edilidade, será desenvolvido com carácter de urgência um plano de intervenção que incluirá, entre outras ações, a substituição integral do tabuleiro; substituição de elementos estruturais degradados, avaliação das fundações e elementos em meio hídrico; e realização de ensaios de carga após as intervenções.
“Adicionalmente ao conjunto de intervenções prioritárias, será implementado um plano de manutenção e monitorização contínua, com inspeções periódicas e acompanhamento das zonas críticas, garantindo uma gestão eficaz da infraestrutura e prevenindo a recorrência de patologias”, assegura, ainda, a edilidade, asseverando: “a tão desejada reabertura ao tráfego automóvel será considerada apenas após validação técnica das condições de segurança, podendo vir a ocorrer de forma condicionada, com circulação alternada.