O GrETUA entra na reta final do ano letivo com a apresentação de uma nova criação, e uma programação multidisciplinar de maio a julho dedicada ao transcendente e ao que nos é oculto.
Em maio estreia A Floresta, o espectáculo final do Curso de Formação Teatral 2025/26, com criação e encenação de Joana Magalhães. Dezasseis elementos de uma equipa de cinema embrenham-se numa floresta para rodar um filme low-budget experimental — uma adaptação de O Pato Selvagem, de Henrik Ibsen. O espectáculo é também o resultado de um ano de formação particularmente comprometido: a grande maioria dos formandos vai pisar o palco, num processo reforçado este ano pelo Kit de Sobrevivência de Criação Teatral, que proporcionou aprendizagens também nas áreas da cenografia, desenho de luz e criação de figurinos, e que na visão do diretor artístico João Garcia Neto tornarão a criação anual do grupo numa verdadeira escola.
No âmbito do teatro, o espaço acolherá também o espectáculo Quando Ainda Gostávamos Todos Uns dos Outros, da companhia NAVIO, e convida ainda Tomé Nunes Pinto e Inês Sincero para uma edição do ciclo de leituras itinerante de textos de teatro Boca a Boca, desta vez no Café Amizade, sede da Associação Cultural AFINS. A rubrica, desenvolvida em parceria com a Câmara Municipal de Aveiro, tem permitido ao GrETUA criar rede dentro da cidade, levando a literatura dramática a espaços e comunidades para lá do campus universitário.
O trimestre conta também com Figuras de Graça, um ciclo de sessões gratuitas de cinema ao ar livre, dedicado à graça — aquilo que é dado sem ser merecido. Serão exibidos Harold e Maude (1971) na envolvente do Complexo Pedagógico no campus da Universidade de Aveiro, Alma Viva (2022) na envolvente do GrETUA, e Feliz Como Lázaro (2018) no jardim da Casa Dr. Lourenço Peixinho.
Na música, regressam os Unsafe Space Garden, numa noite festiva que contará também com Astra Vaga, o novo projeto de Pedro Ledo, e o DJ Set do aveirense Voodoo. Má Estrela, Seb Brun e Simon Henocq propõem, por seu lado, uma noite dedicada à música experimental, em parceria com a VIC — Aveiro Arts House. No espaço, estará também em residência de criação o Colectivo Raso, que regressa a Aveiro após um dos melhores concertos de apresentação do EP Transeunte, nas suas próprias palavras, realizado no GrETUA em outubro de 2025.
Em exposição, nas caixas de luz do foyer, estará o trabalho Nocturn(a), da aveirense Bárbara Rosário, que propõe uma leitura crítica dos espaços noturnos enquanto territórios não neutros — e que, não por acaso, invade o espaço com uma luz rosa intensa, a cor que atravessa também a linha visual deste trimestre.
Na formação, regressam as oficinas: Iniciação à Magia com Cartas com Leo Calvino, Animação em Película com Tiago Margaça, e Cocktails com Francisco Faria e Rafael Madail — três formas de aprender que a técnica e o feitiço raramente andam separados.
O GrETUA apresenta ainda, no FATAL — Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa, a estreia nacional de Antes Mais, Parabéns Atrasados, o documentário realizado a propósito dos 45 anos do grupo, que teve a sua anteestreia no ano passado na Reitoria da Universidade. É a primeira vez que o filme é apresentado a um público alargado fora de Aveiro, no contexto de um dos festivais de teatro universitário de maior visibilidade nacional.
Todas as reservas e inscrições em gretua.pt.