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Soudinitiative Paris estreia-se em Portugal, no Teatro Aveirense

Palcos

Esta noite, o Teatro Aveirense será palco do primeiro concerto em Portugal do agrupamento francês soundinititiative. O programa “teach yourself to fly”, apresentado no âmbito do ciclo de música de câmara contemporânea do Teatro Aveirense com curadoria da Arte no Tempo (Tubo de Ensaio), será algo mais do que um concerto. Será uma experiência com uma forte dimensão performativa ao nível do movimento e da exploração do espaço, do corpo e de objectos, aos quais se junta electrónica e vídeo.

As peças centrais do evento (terceira e quarta de seis) serão Piano Vivant , de Franco Venturini (1977) e INLand , de Rúben Borges (1994), respetivamente em estreia nacional e em estreia absoluta.

Pianista do soundinitiative, o italiano Franco Venturini é também compositor e, com Piano vivant, apresenta uma encenação que “procura corporalizar, ao centro do palco, uma ideia metafórica de sociedade. Vemos alguns artistas à volta de um piano e um maestro, o pianista, em frente ao teclado. Esta figura conduz as restantes na sua interação com o interior do instrumento, em que, por meio de ações individualizadas, procuram dar vida a uma sociedade estruturada. Cientes de fazerem parte de um sistema, começam a interferir-se mutuamente, modulando as suas ações para responder aos outros, para tocar com ou contra eles, misturando e trocando gradualmente as suas partes até ao ponto de desmantelamento da ordem social, despedindo o maestro e tornando-se, por sua vez, o Líder…”

Com interesse na ecologia acústica, Rúben Borges (formado pela Escola Superior de Música e Artes dos Espectáculo e pelo Conservatório Real da cidade de Antuérpia, em que actualmente reside) recorre ao video e à poesia para criar uma experiência composicional pluralista em INLand, obra que compôs para o soundinitiative, após a sua ter sido a proposta seleccionada no âmbito da chamada lançada pela Arte no Tempo. “Ao longo da peça, corpo, imagem e som lutam e convergem entre si de modo a questionar a evolução da poluição sonora no mundo que nos rodeia.”

É com uma obra da norte-americana Pauline Oliveros (1932 - 2016), conhecida pela sua filosofia da “deep listening”, que a noite começa, seguindo-se a apresentação tick tock iiiiii , também em estreia nacional, uma obra criada em torno do conceito de máscara pela compositora, violinista, violetista e performer gestual sino-australiana Winnie Huang (1986) que, juntamente com Gwen Rouger, dirige o colectivo soundinitiative (do qual é co-fundadora).

De Jeppe Ernst (1985), será apresentado o duo Offertorium - Behandling A , uma obra para um corpo feminino e um corpo masculino integrante do ciclo “música para toque físico”, que leva o público a experimentar uma forma diferente de “ouvir” música através de gestos. “Trata-se de uma abordagem multi-sensorial para experimentar o cruzamento interdisciplinar entre a visão e o som, proposta pelo compositor dinamarquês, que explora a musicalidade através da expressão física humana do corpo.”

A encerrar o evento, este coletivo consagrado à criação de concertos colocados no espaço e encenados para o local em que são apresentados propõe uma peça vídeo, em forma de convite para relaxarmos e encontrarmos, na nossa memória, as memórias do adormecer na nossa infância: uma peça da australiana Aviva Endean (Song Invitation: lullaby).

Fundado em 2011, o trabalho do soundinitiative assenta numa criação musical em que cabem teatro, dança, artes visuais e arte performativa e em que as fronteiras entre intérpretes e compositores se esbatem. Estará aqui representado numa formação de quarteto variado, com Gwen Rouger, Louise Leverd, Franco Venturini e Szymon Kaça, num concerto em que serão utilizados piano, clarinete, keytar e objectos variados.

Amanhã, sexta-feira, no mesmo espaço, às 10h00, terá lugar uma oficina aberta a todos (músicos e não-músicos).

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