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Bienal Reencontros de Música Contemporânea está de regresso aos palcos do Teatro Aveirense

Artes

De regresso aos palcos do Teatro Aveirense, a 4ª edição dos Reencontros de Música Contemporânea (RMC) traz várias propostas de música em estreia absoluta. Em mais de 40 obras, 34 das quais de compositores vivos, serão 22 as que se ouvem pela primeira vez - 19 delas encomendadas pela Arte no Tempo , com financiamento da Direcºção Geral das Artes , e uma resultante de encomenda da Câmara Municipal de Aveiro, proposta pela Arte no Tempo. Entre muita música e músicos portugueses, estarão em destaque os compositores António Chagas Rosa (1960) e Helmut Lachenmann (1935), assinalando-se ainda o centenário do nascimento de György Ligeti (1923-2006).

O programa inicia-se na Sala Estúdio do Teatro Aveirense, no dia 18 de maio, quinta-feira, pelas 21h30, com o projeto Portugal|Japão, que junta a virtuosa marimbista japonesa Kuniko Kato ao percussionista e pedagogo Nuno Aroso. Trata-se de um concerto de percussão composto por obras de compositores portugueses e japoneses, onde se inclui a estreia absoluta de From the Journal of Delacroix , encomenda da AnT ao compositor António Chagas Rosa (1960).

No dia seguinte, 19 de maio, sexta-feira, haverá dois concertos: pelas 18h30, na Sala Principal do Teatro Aveirense, e pelas 21h30, de novo na Sala Estúdio. O concerto da tarde, que conta com a assistência de informática musical de Nádia Carvalho, junta os projetos ‘Nova Música para Novos Músicos’ e ‘Música em Criação’ , mantendo a tradição de criar espaço para a estreia de peças para instrumento solo e eletrónica concebidas para jovens músicos em formação, assim como para a apresentação de música de jovens compositores. Serão apresentadas obras de Cristóvão Almeida (200) - selecionado no âmbito da rúbrica MeC, na sua oitava edição, com interpretação de Pedro Gouveia (percussão) e Sidnei Rebelo (eufónio) - e de compositores como A. Chagas Rosa (1960), N. Trocado, N. Carvalho (1994), D. Novo Carvalho (1986), S. Azevedo (1995), O. Silva (1996), S. Marita (1999) e E. Marques (2000), que responderam a encomendas da AnT para o projeto NMpNM, com interpretação de estudantes de diferentes conservatórios e academias portuguesas.

Às 21h30, os holofotes viram-se, de novo, para a Sala Estúdio para escutar o oboé de Tiago Coimbra. Dando visibilidade aos genuínos esforços deste oboísta no sentido de fomentar a criação de nova música para o seu instrumento, expandido as técnicas instrumentais e promovendo a sua modernização, no recital que apresenta na bienal RMC interpreta uma das peças que fez descobrir um novo oboé – a Sequenza VII de Luciano Berio (1925 – 2003) – a par da estreia absoluta de três obras para oboé e eletrónica escritas para si, por Carlos Caires (1968), Daria Baiocchi (1978) e João Moreira (2004).

Ainda na Sala Estúdio, no sábado, dia 20 de maio, pelas 21h30, poderá ouvir música para guitarra. Alguém que já tenha procurado uma interpretação da mítica Salut für Caudwell. Musik für zwei Gitarristen, de Helmut Lachenmann (1935), terá certamente encontrado um vídeo com os portugueses Gil Fesch e Nuno Pinto, que em 2013 trabalharam com o compositor na preparação da sua interpretação (aliás, muito elogiada pelo próprio). Além dessa obra colossal, o duo Pinto/Fesch traz a esta bienal um programa variado em que cabem obras para duas guitarras da luso-espanhola Inés Badalo (1989) e do francês Mark Andre (1964) – antigo aluno de Lachenmann – assim como música para guitarra eléctrica da britânica Rebecca Saunders (1967) e do italiano Fausto Romitelli (1963 – 2004).

O primeiro fim desemana dos IV Reencontros de Música Contemporânea ficará completo com o concerto de domingo, dia 21 de maio, pelas 18h30, na Sala Principal, que conclui o estágio ‘Nova Música para Novos Músicos’. Pelo sexto ano consecutivo, a AnT promove a realização de um estágio em que é preparada a estreia de peças de compositores portugueses para conjunto instrumental e eletrónica, dirigido a jovens intérpretes ainda em formação. Neste concerto, preparado com a colaboração dos respetivos professores de instrumento, alunos de diferentes escolas nacionais do ensino artístico especializado e do ensino profissional vêm até Aveiro estrear obras compostas no âmbito do projeto NMpNM, por encomenda da AnT, sob a direção de Rita Castro Blanco e com a assistência informática musical de Nádia Carvalho.

No dia 25 de maio, quinta-feira, pelas 21h30, o Duo Tágide apresenta-se na Sala Principal, abrindo o segundo fim-de-semana dos 4os RMC. A soprano Inês Simões e o pianista Daniel Godinho apresentam a primeira obra atonal de Schönberg, Das Buch der hangenden Gärten , intercalada com algumas canções do ciclo Cicuta , que Chagas Rosa compôs a partir de poesia de Maria Teresa Horta; entre a contextualização que o próprio fará e a interpretação das suas canções e as de Schönberg, haverá ainda espaço para a estreia absoluta de um breve monodrama que Rúben Borges (1994) compôs em 2021, por encomenda da AnT.

No dia 26 de maio, sexta-feira, pelas 21h30, a Orquestra Metropolitana de Lisboa regressa à Sala Principal do Teatro Aveirense - desta vez sob a direção de Pedro Neves (músico que completou o ensino secundário no conservatório da cidade) - para a estreia absoluta do Concerto para violino e orquestra encomendado pela AnT a António Chagas Rosa (1960), com José Pereira no papel de solista; a antecedê-lo, a OML interpreta o Concerto para Cordas em Ré menor op. 17, de Joly Braga Santos (1924 – 1988) e, a concluir a noite, dá a escutar o Concert Românesc, de György Ligeti, por ocasião do centenário do seu nascimento.

O penúltimo concerto dos Reencontros acontecerá no sábado, dia 27 de maio, pelas 21h30, com o ars ad hoc a regressar ao palco da Sala Principal. Ao longo da temporada de 2022/23, este que é o agrupamento de música de câmara da AnT tem dedicado especial atenção à música de Helmut Lachenmann (1935), o ‘inventor’ do conceito de ‘música concreta instrumental’, e, neste recital, além de solos para piano (João Casimiro Almeida) e para clarinete (Horácio Ferreira), o ars ad hoc propõe a fruição do trio Allegro sostenuto , obra de extrema dificuldade técnica e musical (proporcional à qualidade da composição), que circula entre a experiência da “ressonância” e o “movimento”, em que ao piano e ao clarinete se junta o violoncelo de Gonçalo Lélis.

A 4ª edição dos RMC terá o seu concerto de encerramento no domingo, dia 28 de Maio, pelas 18h30, na Sala Principal, num raro momento em que a Orquestra das Beiras, dirigida pelo maestro Nuno Coelho, apresentará três obras concertantes. Dos esforços conjuntos de Tiago Coimbra e da Arte no Tempo nasce também a edição da partitura do Concerto de Outono , de Jorge Peixinho (1940 – 1995) – um dos compositores que mais se bateu no sentido de empurrar Portugal para a vanguarda musical, esperando tornar possível a sua interpretação por mais músicos e orquestras por esse mundo fora. Do tempo da pandemia de COVID-19, ficou por estrear o Concerto de Saxofone de João Carlos Pinto (1998), uma obra encomendada pela Câmara Municipal de Aveiro para os RMC de 2021, por proposta da AnT, de que, na altura, apenas foi possível escutar algumas partes orquestrais, comentadas pelo próprio compositor, e que agora se apresentará na íntegra com o solista Luís Salomé. Por fim, no dia em que se assinalam exactamente 100 anos sobre o nascimento de György Ligeti (28 de Maio de 1923 – 12 de Junho de 2006), não poderiam faltar três árias da sua “anti-anti-ópera”, Mysteries of the Macabre , com a soprano Andrea Conangla, sendo Ligeti o único compositor estrangeiro neste concerto protagonizado por portugueses, não por se tratar da prata da casa, mas porque o nível do trabalho que desenvolvem vai ao encontro da excelência que a Arte no Tempo procura nos profissionais.

Para assistir a este vasto programa, os bilhetes (entre 2 e 6 euros) encontram-se já à venda a partir do site da Arte no Tempo (bilheteira online) e nas bilheteiras do Teatro Aveirense, estando disponíveis descontos para estudantes, assim como um passe geral, um passe de orquestra e um passe de música de câmara.

A bienal Reencontros de Música Contemporânea é um projeto da Arte no Tempo, produzido em parceria com o Teatro Aveirense, com o apoio da Direção Geral das Artes e da Câmara Municipal de Aveiro. Todas as obras encomendadas pela Arte no Tempo têm financiamento da Direção Geral das Artes.

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