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Severenses dos 8 aos 80 juntam-se para contar a história do concelho

Região

 

 

O Centro das Artes e do Espetáculo de Sever do Vouga acolhe no próximo sábado, 11 de maio, às 21h30, a estreia de “As Laranjas da Minha Avó”. Em palco vão estar 31 severenses, com idades dos 8 aos 80, para contar a história de uma avó, de todos os avós. Uma história ficcional que é o mote para dar a conhecer a história do concelho de Sever do Vouga em mais uma criação artística da Severi.

Em “As Laranjas da Minha Avó”, a história é contada por Teresa, em discurso direto, sendo ela uma verdadeira guardiã das memórias.  A velha senhora viaja ao passado para revisitar as suas vivências e transmitir à sua neta as suas memórias mais preciosas, inspirando-a a lutar pelos seus próprios sonhos e aspirações.

Desde as entranhas das Minas do Braçal até às viagens do Vouguinha, da Fábrica das Massas Vouga às Cooperativas Agrícolas, seremos transportados para mundos paralelos, entre realidade e ficção, em que cada lembrança é uma cápsula do tempo que nos leva ao passado e ilumina o presente.

Como explica Patrícia Fernandes, autora da peça, “As Laranjas da Minha Avó é uma celebração da tradição oral e da sabedoria acumulada ao longo de gerações, dando provas que as histórias dos nossos ancestrais são tesouros que devemos preservar e partilhar, na medida em que cada vida é uma jornada de amor e coragem que merece ser contada”, resume.

A apresentação deste espetáculo é o culminar de uma longa jornada, no âmbito do Projeto Primeiro Palco. Primeiro as crianças e jovens do concelho de Sever do Vouga percorreram o concelho de lés-a-lés para ouvir muitos testemunhos. Todos contados na primeira pessoa, por o que a Severi chamou de Guardiões de Memória. As histórias ficaram a levedar, à receita acrescentou-se a criatividade e a visão da juventude, seguiram-se workshops de teatro e escrita criativa do qual resultou o guião final composto por várias histórias. Uma a uma foram contadas nas freguesias. Das Minas do Braçal, à antiga linha de caminhos de ferro do Vale Vouga, foram promovidas visitas encenadas em locais inusitados, os verdadeiros palcos desta iniciativa. Agora é tempo de todas as histórias se unirem numa só, na apresentação do espetáculo final.

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Na reta final do projeto Primeiro Palco é já possível fazer um primeiro balanço. “Este é um projeto sobre resgatar a memória, mas, acima de tudo, criar novas e foi isso que aconteceu. Proporcionamos às crianças e jovens um conjunto de experiências diferenciadoras, numa viagem entre o presente e o passado que aproximou gerações”, destaca Viviana Durão, coordenadora do projeto, que garante que este trabalho é só o início.

“O Primeiro Palco teve um papel fundamental para sedimentar o trabalho desenvolvido com o grupo de teatro juvenil, fundado em 2018, permitindo disseminar a sua atuação por todo concelho e criar um plano de atividades mais rico. O Primeiro Palco – Teatro Juvenil Severi continuará a estimular a criatividade e a alegria, através de práticas artísticas, como no primeiro dia, com o objetivo de espalhar amizade e despertar o sentimento de pertença pelo território e, acima de tudo, o compromisso uns com os outros. Temos também vontade de continuar a trabalhar com os idosos do concelho, na certeza que há ainda muitas histórias para contar”, sublinha a dirigente da Severi.

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