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São Gelados de Portugal, mas são feitos em Aveiro

Gastronomia

É na loja Sabores com Tradição, no Rossio, que se podem encontrar estes deliciosos gelados. No entanto, estão distribuídos por todos os sítios turísticos do país. Em Aveiro, o sabor mais pedido é o de ovos moles, naturalmente, mas o de pastel de nata ganha a preferência dos clientes a nível nacional

 

Foi na sua loja Sabores com Tradição, no Rossio, em Aveiro, que a Fabridoce decidiu introduzir, há cerca de 15 anos, a componente da gelataria. Rui Almeida, diretor da empresa, explica que esta loja tem uma apresentação “mais gourmet” e que fazia sentido ter, também, oferta de gelados. “Todos os estabelecimentos daquela rua tinham a marca Olá, e nós, como queríamos ser diferentes, achámos que seria interessante ter outra marca”, conta.

Rui Almeida ainda procurou outras marcas, mas achou que eram todas “um pouco mais do mesmo” e que não combinavam com o conceito tradicional português da loja.

“Em 2011, a Escola de Hotelaria do Estoril pediu-nos para enviar o nosso creme de ovos moles, com o intuito de fazerem uma experiência que depois me convidariam a testar; mais tarde, deram-me a provar um gelado com ovos moles envolvidos, não triturados, quase como topping; quando provei, era como se estivesse a comer leite-creme; achei a ideia fantástica e pensei logo na criação da marca Gelados de Portugal.

Reconhecendo que não percebia nada de gelataria na altura, Rui Almeida informou-se com aquela escola sobre quais os equipamentos necessários para a produção de gelados. A marca começou por trabalhar com a grande distribuição, selecionando a cadeia alimentar Auchan para a sua comercialização de âmbito nacional. Arrancou com seis sabores: os Ovos Moles de Aveiro (claro!), a Banana da Madeira, o Ananás dos Açores, o Pastel de Nata, o Requeijão com Doce de Abóbora e a Bolacha Maria. “Mas rapidamente percebemos que o canal onde realmente este produto melhor se encaixava é nos sítios turísticos, porque a marca se posiciona como sendo tipicamente portuguesa, com ingredientes portugueses (a fruta, o leite, as natas...)”, explica o responsável, dando conta que, além de Aveiro, a Gelados de Portugal está praticamente em todos os sítios mais turísticos do país.

Estes gelados são “o menos processados possível”

A grande preocupação desta marca, sublinha, é fazer os gelados “o menos processados possível”. “Compramos a fruta congelada e não pasteurizada, porque o aquecimento faz com que perca características sensoriais; selecionamos muito bem os fornecedores e temos forma de gerir os lotes; em todo o processo, a fruta é trabalhada da forma mais natural possível, entrando no gelado praticamente sem ser alterada; não juntamos corantes nem conservantes, e tudo isto se reflete no seu sabor e cremosidade”, sustenta Rui.

Outra das caraterísticas destes gelados é a sua pouca quantidade de ar: no máximo 30 por cento. A marca tem pessoas exclusivamente dedicadas à componente da inovação, apostando continuamente na criação de novos sabores, que vão variando consoante a procura dos clientes e sempre com base na sua portugalidade. 

 

 

Selecionar as matérias-primas é o maior desafio

Rui Almeida confessa que a seleção das matérias-primas é o que provoca mais dores de cabeça em todo este processo, devido à dificuldade em manter a qualidade e a uniformidade dos sabores durante todo o ano.

E porque as coisas não se fazem só com maquinaria, o diretor da Fabridoce aponta a componente da mão-de-obra como outro grande desafio, devido à necessidade de formação contínua nesta área, “também com vista à uniformização da qualidade”, refere. “Não temos dimensão para ter as coisas totalmente automatizadas; fazemos apenas um sabor por dia, mas, mesmo assim, é desafiante, na medida em que são 21 sabores”, revela.

Em Aveiro, o sabor mais popular é, naturalmente, o de ovos moles; e a nível nacional lidera o chocolate (claramente destacado), o morango, a baunilha e o caramelo salgado. “O único que se intromete nos cinco primeiros é o pastel de nata; de resto, as pessoas não arriscam muito; nem sempre querem experimentar os produtos locais; vão pelo mais seguro”, refere Rui Almeida, acrescentando que, nos sorvetes, são o de manga e o de ananás que têm mais saída.

 

 

A segurança de comprar sem ver

Outra das diferenças desta marca é a sua aposta em arcas em que o gelado não se vê. “A maior parte das gelatarias faz grande questão em ter o gelado à vista, em grandes montanhas; mas nós temos mais que provas que o gelado vende muito bem não estando à vista”, defende o responsável, esclarecendo daí resultarem vários benefícios, quer para o próprio gelado, quer para o dono do estabelecimento que o comercializa. “Desde logo ao nível da sustentabilidade energética, na medida em que gasta um quinto da energia; além disso, o gelado sofre muito mais por estar sujeito às constantes oscilações de temperatura; além da luz, que é inimiga dos alimentos”, sustenta, dando conta que a maior parte dos clientes adotam estas arcas. Até porque, como afirma, “o cliente já associa o gelado que não está à vista a uma melhor qualidade”.

O desafio futuro da Gelados de Portugal é ir ganhando mercado, através do conceito shop-in-shop. “O nosso objetivo é ter clientes de média/grande dimensão que nos representem condignamente”, refere Rui Almeida, garantindo que esta marca “não vende preço, mas sim qualidade e diferenciação”.

A Gelados de Portugal, que tem vindo a crescer de forma sustentável (cerca de dois dígitos por ano, pretende replicar a experiência que as pessoas têm na sua loja de Aveiro noutro sítio qualquer.

 

 

Mochis e brigadeiros: um prazer condensado

A Fabridoce é a produtora dos Mochis à venda no Continente - de maracujá, caramelo e chocolate -, mas também se prepara para ter a sua própria marca deste doce. “Queríamos também ter um produto que não fosse tão português, que nos permitisse exportar”, explica o diretor da empresa, acrescentando que produz, aindam brigadeiros, sobretudo para Inglaterra e para uma cadeia de supermercados nos Estados Unidos (Trader Joe´s).

“Porque a doçaria conventual portuguesa é maravilhosa, mas não é apreciada em mais lado nenhum do mundo, a não ser no Brasil, que tem barreiras de entrada quase intransponíveis”, sustenta o diretor, sublinhando que “as novas gerações têm hábitos de consumo bem diferentes”.

“Tudo o que seja miniaturas – ovos moles, brigadeiros, mochis – estão no caminho certo, porque são, como costumo dizer, um prazer condensado”, realça Rui Almeida, numa altura em que existe tanta preocupação com a saúde e a forma física.

Nos próximos dois anos, a Fabridoce participará em 12 feiras internacionais, na Europa e nos Estados Unidos, precisamente com vista a expandir este conceito de miniaturas; o objetivo é criar produtos diferenciadores e pouco calóricos (tendo em conta a sua reduzida dimensão).

 

 

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