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NoToday: “O objetivo não é ficar rico com a música, mas poder viver dela”

Artes

Começaram 3, foram 4. Hoje são 5. Depois de sete músicas gravadas em estúdio, a AveiroMag foi ao encontro do grupo NoToday, nesta que é uma fase de transição para novos desafios. Combinamos reunir-nos por volta das 18h30 e a pontualidade fez-se cumprir. À porta, Pedro Lunet - baixista, o elemento mais recente da banda. Recebe-nos atenciosamente e guia-nos até uma sala, onde decorre toda a conversa. Ao abrir a porta, surgem Sérgio Silva e Margarida Anjos - percussionista e vocalista, respetivamente -, de sorriso rasgado e simpatia que se demonstrou constante ao longo das quase duas horas de viagem pelas suas palavras.

Sem contar connosco, estavam três elementos na sala, número que remete para a génese do grupo nascido em Espinho, no verão de 2018. No compasso de espera pelos elementos que faltavam, Pedro não hesitou em sentar-se ao piano, um piano de cauda sobre um tapete disposto numa das extremidades daquele compartimento. Fizeram-se ouvir notas soltas, que quebraram o silêncio. Desafiamo-lo a tocar algo, convite que aceitou sem hesitar. Prontamente, Sérgio senta-se sobre um cajón e Margarida aproxima-se do piano.

Surgem as primeiras notas de uma melodia bem definida: Bohemian Rahpsody, dos Queen. Sentiu-se que a viagem começara. Eis a introdução perfeita para a imersão na história de um projeto que surge da iniciativa de jovens estudantes, cuja música lhes é transversal ao gosto. À subtileza do piano, junta-se agora, pelas mãos de Sérgio, o ritmo do cajón e a doce voz de Margarida. Um arrepio pela beleza e intensidade da música que se fez.

Entretanto, chega Miguel Lunet, o elemento-fundador dos NoToday, que assume a função de teclista. Novo desafio lançado, novo desafio aceite. Esta foi a vez de ”O teu Sorriso”, seguida de “Perdido por cem, perdido por mil” - ambos temas originais -, terminando com “Zombie”, dos The Cranberries. Miguel ao piano, Pedro no baixo, Sérgio no cajón e Margarida, a voz. Quase reunida a trupe. Faltava José Mendes, guitarrista, que chega pouco tempo depois. Do piano, passamos para os sofás, onde nos sentamos. Este foi o cenário do tempo que se seguiu.

As “partes” que convergem no “todo”

Todos se apresentaram. Quisemos perceber de que são construídos cada um daqueles jovens. Se se tivesse de os resumir a uma só palavra, essa palavra seria “música”. Esse foi o motivo da sua junção e a matéria à qual dedicam grande parte do seu tempo. Conseguimos conhecê-los, desde o gosto pelo rock, partilhado por Sérgio, Pedro e José, passando pela admiração de Miguel pela música portuguesa, destacando Rui Veloso e Carlos Tê, até às cores de que são feitas a voz de Margarida: um bocado de Amy Winehouse, parte de Etta James e um pouco de Aretha Franklin. Mas, como fomos em busca de algo mais do que uma só palavra para os resumir, prosseguimos.

Miguel, para além de ter estudado piano, joga futebol e declara-se apaixonado pela arte dos sons. “Gosto muito de me dedicar à música, desde a composição, ouvir música e pesquisar sobre ela”, comenta. Confessa que gosta de ouvir “artistas portugueses” e, “se calhar”, os Xutos e Pontapés são a sua banda de eleição. Já no caso de Sérgio, os gostos musicais, apesar de ouvir “de tudo”, inclinam-se para o Metal. “A minha banda preferida são os Foo Fighters, que nem é tanto metal, mas mais rock. Gosto de Slipknot, Muse, Nirvana e Green Day”. O ex-futebolista, se hoje toca bateria, muito é devido ao passado que nem sempre foi certo. “Comecei, por volta dos seis ou sete anos, pela percussão e pela guitarra. Houve uma altura em que tive de optar por um. Segui pela percussão”. Mais tarde, viria a dedicar-se à bateria. “Agora, estou a evoluir por mim”, revela.

José partilha parte dos gostos musicais com Sérgio. “Oiço maioritariamente rock e metal”, comenta. Apesar de o seu papel nos NoToday ser de guitarrista, começou pelo piano, num percurso que teve início aos três anos de idade. Há, no entanto, um aspeto que parece manter-se intocável, como refere: “É a música que me influencia”. No caso de Margarida, esta divide-se entre duas paixões: a Música e as Artes Visuais. “Não me importava de fazer ambas para o resto da minha vida”, partilha. Quando lhe perguntamos se cantava no chuveiro, a resposta surgiu em formato de pergunta: “Isso é inevitável, não é?”. A estudante de Web Design assume deixar-se influenciar por tudo o que ouve, mas destaca três gostos que a completam: rock, soul e jazz.

Passar para Pedro é aproximar-nos da consolidação do grupo como o conhecemos agora. O ex-jogador de Hóquei em Patins é o elemento mais recente dos NoToday. Juntou-se “quando a banda tinha quase um ano”. Estudou piano e ouve “quase tudo”. “Há uns tempos atrás, andava a ouvir muito Queen e Beatles. Neste momento, o que mais oiço é Linkin Park, My Chemical Romance e Falling in Reverse, que não tem nada a ver com tudo o resto”, conta. Começou por aprender guitarra, mas é ao baixo que se tem dedicado, muito por conta da necessidade da presença deste instrumento no grupo. Mas o que terá estado na origem da formação da banda?

Da sala de aula para os palcos

Começaram três: José, Miguel e Sérgio. Falamos de abril de 2018. Pode dizer-se que o facto de estarem na mesma turma e terem gostos musicais em comum foram elementos que propiciaram o alinhamento dos astros para que surgissem os NoToday. “Cada um sabe tocar um instrumento. Começamos a falar sobre isso e reparamos que tínhamos gostos musicais semelhantes. Estava a faltar alguma coisa nas nossas vidas: era a banda”, expõe Sérgio.

A oficialização do “início” deu-se quando Miguel criou um grupo no Facebook para que pudessem, por exemplo, marcar ensaios. “Fui ver as mensagens. Tinha criado o grupo da banda entre Março e Abril. Eu escrevi, na altura: ‘Vamos ensaiar amanhã?’. E eles responderam que sim. Passaram três meses e só em julho, trinta de julho, é que isso aconteceu”, conta. Mesmo assim, estavam as condições necessárias reunidas para que se fizesse com que a música acontecesse. Ou talvez parte delas.

“Não tínhamos voz nem colunas. A guitarra tinha um amplificador pequeno, o piano som próprio e a bateria não deixava que se ouvissem os outros instrumentos”, aponta Miguel. Este era o (pequeno) atrito para a grande força de fazer com que o projeto viesse à tona. Apesar destes pequenos obstáculos, puderam atuar na Escola Básica e Secundária Dr. Manuel Laranjeira e no Casino de Espinho, ainda sem vocalista. Certa vez, José aventurou-se: à guitarra que tocava, à bateria tocada por Sérgio, e às teclas de Miguel, juntou a sua voz. “Cantei uma vez e esqueci-me de ligar o microfone. Depois, já estava a tocar, enquanto cantava, e não podia ligar o microfone”, partilha. Fez-se ecoar uma gargalhada instintiva na sala.

Havia algum consenso quanto à voz a juntar-se aos três “aventureiros”: “era-mos a favor de uma voz masculina”, comenta José. Porém, apesar desta vontade consensual, o destino tomou uma forma diferente. “Fizemos um post no Instagram a pedir um vocalista. Responderam algumas pessoas, que vieram a minha casa, onde costumamos ensaiar. Vieram fazer uma ‘espécie’ de audição. No fim, reunimos e escolhemos”, recorda Sérgio. Foram os temas “Ouvi dizer”, dos Ornatos Violeta, e “When I was your man”, de Bruno Mars, que valeram a Margarida a sua inserção no grupo.

A jovem de Valongo soube do “casting” por intermédio de uma amiga. “Eu passava algum tempo em Espinho com uma amiga que seguia o trabalho deles. Entretanto, ela viu o anúncio que eles tinham publicado e enviou-mo, perguntando se estaria interessada”, conta. Com receio de a distância entre aquela cidade e a terra que a viu crescer poder ser um entrave, descartou a hipótese de atender à procura de uma voz para a banda. Contudo, a vontade de avançar dominou. “Fui até casa do Sérgio, fiz o casting e correu bem”, partilha. “Entretanto, ficaram com o meu contacto. Mais tarde, o Miguel ligou-me. Não atendi, estava em aulas. Depois, quando vi a chamada, liguei de volta. Estava no autocarro. Contou-me e fiquei muito feliz. Fiquei mesmo!”, acrescenta.

Teclas, guitarra, bateria e voz. Quase formado o quinteto. Faltava o baixo. Esta foi, aparentemente, a parte menos complicada. Pedro é um dos irmãos de Miguel, o que ajudou a que nem o grupo fosse “estranho” para Pedro, nem Pedro fosse “estranho” para o grupo. “Nós precisávamos de um baixo e o Pedro era uma boa opção. Ele ía começar a aprender a tocar um instrumento - ou guitarra ou baixo. Se ele aprendesse a tocar baixo seria perfeito”, comenta José. E assim foi. Sem complicações, Pedro começou a aprender baixo para se juntar aos quatro. “Eu fiz-lhe a audição em casa”, partilha Miguel, de sorriso esboçado na face.

Do processo criativo ao primeiro “grande” concerto

Cinco pessoas, cinco personalidades. Apesar da individualidade de cada um, a orgânica do grupo ocorre naturalmente. Há espaço para ideias e todas são bem-vindas. Os ensaios tomam a importância necessária para que sejam “limadas as arestas” das músicas em crescimento. E já nasceram algumas. Por alto, pôde contar-se um número da ordem das dezenas e sete dessas foram já gravadas em estúdio. “Normalmente pegamos na ideia que alguém teve. Essa pessoa apresenta o que criou e começamos a tentar juntar todos os instrumentos”, explica José. “Já tivemos casos em que alguém chegou com uma ideia ao ensaio, e, nesse mesmo ensaio, ficamos com uma música praticamente pronta”, acrescenta Sérgio.

O processo criativo é variável. Há músicas cuja melodia é criada desde logo, e a letra surge como consequência da mesma, e outras em que isto se inverte. Este último é o método preferido por Miguel. “Se a letra é escrita primeiro, tenho a certeza que o que se for compor vai respeitá-la da melhor forma”, partilha. As letras e respetiva melodia são compostas individualmente ou em grupo. Das músicas partilhadas, todas as letras são da autoria de Miguel e a melodia ou está a cargo deste, ou é partilhada por ele e Sérgio ou José.

Quanto à inspiração como motivo para a criação de novas músicas, esta é igualmente incerta. Por exemplo, a música “O teu sorriso” - cuja letra é da autoria de Miguel e a composição é partilhada entre este e José - surge da vontade de prestar uma homenagem a um jovem que faleceu e que era “muito próximo de todos”. “A letra não diz o nome , mas acaba por ser uma reflexão sobre a vida e a morte. Na altura, era para chamar-se ‘Castelos de areia’. Depois, mudou-se o nome para o atual, porque o sorriso era a característica que mais apreciávamos no rapaz”, revela Miguel.

https://www.youtube.com/watch?v=EX3_XY-UWdk

Já com um conjunto de músicas compostas, o próximo passo seria encontrar um estúdio para que as pudessem gravar. “Já tínhamos músicas prontas e precisávamos de gravá-las de uma forma mais profissional”, afirma Sérgio. “O Pedro Rafael tinha ido tocar à minha escola. Trocamos contactos. Ele soube que eu estava numa banda e perguntou se estaríamos interessados em gravar com ele”, relembra Margarida. Eis que surge a oportunidade de gravarem os originais em estúdio, processo que, segundo José, nem sempre é linear. A título de exemplo, recorda: “Para gravar o solo do ‘Donos do Mar’, estive perto de uma hora a gravar para que saísse perfeito”.

Os resultados foram aparecendo, notando que nunca dissociados de dedicação e trabalho. “No verão ensaiávamos todos os dias. Tivemos o nosso primeiro concerto de duas horas - que era para ser de uma hora e meia e acabou por durar duas horas e meia - num bar em Espinho, o Wish You Were Here. O bar estava cheio“, conta Pedro. Tratou-se de um momento que reuniu covers e temas originais. “O concerto foi muito bom para nós. Foi o nosso primeiro grande concerto. E havia gente que sabia as músicas”, partilha Margarida.

As primeiras aparições nos media (e outras experiências)

O trabalho, quando partilhado, ganha outra dimensão. No caso dos NoToday, os media tiveram - e têm tido -, também, o seu contributo no percurso do grupo. A Antena 1 foi o primeiro órgão de comunicação social a recebê-los presencialmente. Esta primeira aparição deu-se no programa MasterClass, no qual Tim, vocalista da banda Xutos e Pontapés, participa como mentor dos compositores que se submetem a concurso. Miguel soube do mesmo através de uma mensagem de correio eletrónico enviada pelo seu pai e Sérgio pela televisão.

Inscreveram-se e o resultado foi agradável. “Recebi um mail a dizer que tínhamos sido selecionados, a meio de uma aula. No intervalo, fui ligar a toda a gente”, conta Miguel. A alegria de receber a resposta foi geral. Entre os motivos para esse estado de felicidade estava a oportunidade que teriam de conhecer Tim. Recebido o veredito da seleção, na terça-feira da semana seguinte - um dia antes da apresentação em estúdio -, partiram de comboio, rumo à capital.

Chegados a Lisboa, a dormida foi em casa de uma tia de Pedro e Miguel. Ainda houve a tentativa de verem um filme, antes de irem dormir, mas o cansaço venceu. “Foi a nossa primeira viagem juntos. Fomos os cinco de comboio e, quando chegámos, estávamos cansados. Tentámos ver quinze minutos de um filme, mas como, no dia seguinte, tínhamos de acordar cedo, fomos deitar-nos”, comenta Margarida.

Após uma noite retemperante, partem, “quase uma hora antes” do compromisso, para os estúdios da Antena 1. A aventura começara. “A Masterclass foi de manhã. Almoçamos na cantina da RTP e, da parte da tarde, pudemos ensaiar um bocadinho, para depois gravar “, conta a vocalista. Entre os pontos positivos da experiência está o facto de poderem ter sido aconselhados por Tim. “Foi muito bom podermos ouvir os conselhos do Tim. E foi engraçado o primeiro contacto que tivemos com ele. Estávamos à beira da máquina de café. Abriram-se as portas, e, do nada, ouvimos alguém a dizer: ‘bom dia’. Nós respondemos: ‘bom dia’. Quando nos viramos para a sala, onde já tínhamos estado, reparamos quem era. Foi o primeiro contacto que tivemos com ele”, acrescenta.

https://www.youtube.com/watch?v=Cj0U6TWkLGs&amp=&fbclid=IwAR2sTKwkxCuUUJ9rsX1-9nSCs8SPGD3BLkMmqQro9qPHFcaB-3l9pBOuQ8M&gt=

Há, na conversa, uma marca acentuada de que um músico - no singular ou plural - se constrói a partir da busca pela autenticidade. Nos NoToday este fator é evidente e é acompanhado pela vontade de fazer com que projetos e ideias se concretizem, para que, assim que materializadas, possam chegar a cada vez mais pessoas. É disto exemplo, uma das suas apostas recentes: tocar nas ruas. É o Porto que lhes tem disponibilizado a base para que os seus sons voem, sob a forma de originais e covers, até aos ouvidos de quem por eles passa. A captação da atenção dos demais através do olhar, a intromissão nas rotinas e a quebra dos passos apressados e dos pensamentos sem fim - entre outros aspetos -, passam a ser pontos centrais do novo desafio. “Aí, não vamos só como banda, mas como músicos”, comenta Miguel. “Numa tarde, nos Aliados, tocamos para mais gente do que aquela que assiste aos concertos”, acrescenta.

Margarida teve a possibilidade, em tempos, de ter tido esta experiência e sublinha o quão peculiar é a sensação de o fazer: “Eu já tinha cantado na rua. Quando o Miguel sugeriu irmos, eu alinhei logo. É algo completamente diferente. Se as pessoas param é porque gostam e porque querem ouvir mais. Acabamos por nos cruzar com todo o tipo de pessoas, fazendo aquilo que mais gostamos. É um sentimento diferente”.

Apesar da novidade, muitos são os dias de incerteza associada a diferentes aspetos. Há dias em que se obtém uma grande recetividade por parte do público e outros em que isto não se verifica. Pedro dá o exemplo de um dos dias em que, juntamente com Miguel e José, tocou no Porto: “Estava a ser um dia relativamente fraco. Estávamos os três a tocar na Rua das Flores e ninguém parava. Tocávamos o ‘Encosta-te a mim’, do Jorge Palma, e, a dada altura, parou lá um grupo de cinco ou seis pessoas e começou a cantar connosco. Do nada, estavam umas sessenta pessoas à nossa volta. Foi um momento marcante. Estivemos uns dez minutos a tocar para bastante gente, com as pessoas a cantar”.

O Futuro em revelação

O salto dos cinco jovens da escola para os palcos tem-se dado sob diferentes formas. Recentemente participaram no programa Got Talent, exibido pela RTP1. “Tratou-se de um concerto no CCB com uma grande audiência e um painel de jurados conhecido. Uma experiência diferente. Foi o primeiro contacto com um programa com tantas audiências, o que fez com que ganhássemos mais seguidores e tivéssemos recebido mensagens de apoio”, comenta Miguel.

https://www.instagram.com/p/B8ZlQTOBIkO/

Durante a conversa, foi-nos revelado, de forma inédita, a publicação de um novo álbum. O seu lançamento acontecerá no verão deste ano e tratar-se-á de uma compilação de uma dezena de originais. Este projeto está em desenvolvimento, não tendo ainda um nome ou uma caracterização estritamente definida. “Temos algumas músicas prontas, mas que ainda têm de ser gravadas. Estamos a focar-nos nisso”, partilhou Sérgio. A última música publicada, de nome “O Meu Livro”, que poderá ser ouvida através do canal do Youtube da banda, também fará parte dessa compilação. Trata-se da história de uma viagem de comboio, na qual o “livro” se revela uma companhia essencial, um “porto-seguro”.

Os olhares elevam-se, agora, para o horizonte, numa tentativa de vislumbrar o Futuro. Apesar de vago, há alguns sonhos que continuarão a mobilizar forças para a construção da coesão do grupo, submissão a novos desafios e envolvimento com novos trabalhos. Miguel exprimiu a sua vontade de “deixar um legado na música”. “Seria bom”, comenta. José, prolongando o raciocínio, acrescenta: “O objetivo não é ficar rico com a música, mas conseguirmos viver dela. Se conseguirmos viver dela, podemos fazer quanto mais nos apetecer da mesma”. Entre estas ambições estão pisar o palco do Altice Arena e, a curto prazo, atuar no Hard Rock Café, no Porto.

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