AveiroMag AveiroMag

Magazine online generalista e de âmbito regional. A Aveiro Mag aposta em conteúdos relacionados com factos e figuras de Aveiro. Feita por, e para, aveirenses, esta é uma revista que está sempre atenta ao pulsar da região!

Aveiro Mag®

Faça parte deste projeto e anuncie aqui!

Pretendemos associar-nos a marcas que se revejam na nossa ambição e pretendam ser melhores, assim como nós. Anuncie connosco.

Como anunciar
Aveiro Mag®

Faça parte deste projeto e anuncie aqui!

Pretendemos associar-nos a marcas que se revejam na nossa ambição e pretendam ser melhores, assim como nós. Anuncie connosco.

Como anunciar

Aveiro Mag®

Avenida Dr. Lourenço Peixinho, n.º 49, 1.º Direito, Fracção J.

3800-164 Aveiro

geral@aveiromag.pt
Aveiromag

Requalificação da Beira-Mar promete mais espaço para pessoas e menos domínio do carro

Sociedade Ler mais tarde

A apresentação pública do Projeto de Qualificação do Bairro da Beira-Mar, que se realizou ao princípio da noite de quinta-feira na antiga capitania, teve casa cheia, principalmente de comerciantes e moradores preocupados com uma intervenção que o presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Luís Souto Miranda, definiu como “profunda” e “fortemente impactante”.

E foi por causa dessa previsão, impactante, que a autarquia decidiu, de acordo com o edil, “apresentar o projeto publicamente”, mesmo não estando à espera de “uma adesão tão grande”. “Está prevista uma obra que por si só, tem de mudar a vida das pessoas. Da cidade. Dos aveirenses. Não vamos, como sempre dissemos, romper com o que estava previsto, muito menos fazer tábua rasa, mas pode-se fazer ajustamentos, pois o projeto não está 100% fechado”.

 

Poente, o início

Num projeto global, que contempla um investimento total entre os 13 e os 14 milhões, de euros, a primeira fase deverá arrancar, segundo estimativas da autarquia, o mais tardar no segundo semestre de 2027. “Ainda este ano vamos abrir o concurso para a obra, esperando que não haja peripécias. A expetativa é que até meados do próximo ano se inicie a zona Poente, a toda a força. O custo estimado desta fase é de, sensivelmente, três milhões de euros”, avança Luís Souto Miranda.

A apresentação, a cargo da empresa responsável pelo projeto, teve em Paula Teles e Bruno Sousa os porta-vozes. Com a experiência, em Aveiro, de ter idealizado a nova cara da Rua da Pega e da Avenida 25 de Abril, Paula Teles não se fez rogada nas palavras, nem na perspetiva ambiciosa de mudar, completamente, o paradigma atual.

“O grande objetivo deste projeto é o de voltar a ter espaço público para socializar. Precisamos, cada vez mais, de ter lugares para as pessoas estarem, para terem momentos de pausa. Vamos incidir na reorganização do espaço público, para se ter mais área para andar a pé, onde o carro também exista, mas sem ser à custa de uma pessoa idosa, de uma mãe que quer passear o seu bebé.

 

Coexistência, a palavra-chave

A exemplo do que já existe – com mais ou menos sucesso – na Avenida Lourenço Peixinho e na Rua do Gravito, a palavra-chave do novo projeto é a coexistência. Entre crianças que querem jogar à bola, turistas que passeiam, aveirenses que aproveitam os dias de sol, e carros que querem passar em todo o lado.

“Os carros vão continuar a ter o seu espaço, com regras, dentro de uma reorganização do espaço público, com mais espaços de coexistência. Nada é disruptivo neste projeto e acreditamos muito na mudança através do exemplo. As pessoas vão ter vergonha de andar de carro onde estarão as crianças a brincar. É o chão da cidade que vai fazer com que isso aconteça”, explica Paula Teles.

A opção clara, até aqui, “pelo carro em detrimento do peão” é, para Paula Teles, o principal problema da zona da Beira-Mar. “Está muito desarrumado e em excesso”, explica. Daí que os princípios orientadores do projeto sejam claros: “Humanização das ruas e descarbonização; qualificação do espaço público; valorização dos elementos diferenciadores e, principalmente, resolução de problemas/conflitos de circulação rodoviária e da descontinuidade da rede pedonal e ciclável”.

“Quem tem o desafio das cidades, sabe que é no espaço público que temos a hipótese de nos conectarmos. É obrigatório criar momentos de pausa, fazer com que a nossa rua, a nossa cidade, seja a nossa casa. Daí também a necessidade de ter mais árvores, mais zonas verdes. É o que faremos, onde for possível”, conclui a responsável.

 

Rua a rua, ponto a ponto

Praticamente no final da apresentação, as respostas mais prementes foram dadas a todos os presentes. Não só quando está prevista começar, mas sobretudo de que forma os constrangimentos serão ultrapassados. Paula Teles explica que “está tudo pensado” e Bruno Santos garantiu “que o projeto está delineado” com todo o cuidado.

“São entre 64 e 69 ruas que serão intervencionadas. Foi uma loucura fazer este projeto, mas está tudo rigorosamente planeado, para que cada pessoa, cada comerciante, tenha o mínimo de entropia na sua vida. A prioridade é para quem cá está, para quem cá reside”, garante Bruno Sousa.

 

CRicos Publicidade

Vox Pop e as sugestões acolhidas

Paula Teles chamou-lhe “um pau de dois bicos”. Luís Souto Miranda explicou que era “importante a participação” da comunidade, mas que no limite “há hierarquias na tomada de decisão”. Apesar de nem sempre ter corrido bem, as sugestões da população presente, foram bem acolhidas. E algumas delas, com promessas de, a partir de hoje, serem tratadas.

Entre as intervenções, o destaque foi para a zona da Praça de Peixe, que sendo parte integrante do Bairro, não teve qualquer referência na apresentação do projeto. Paula Teles explicou que “se pouco muda” é porque foi assim “definido pela autarquia”. Ainda assim, garante “que terá mais iluminação”, que confere e responde às questões prementes “da segurança do local”.

No entanto, os comerciantes presentes fizeram ainda referência à possibilidade de se “melhorar o projeto no sentido de permitir ter esplanadas todo o ano”, obrigando a uma intervenção que contemple algum “tipo de proteção”. “Há vários exemplos em cidades de todo o mundo”, refletiu um dos participantes.

“Preocupante” para os presentes e, também, para a autarquia, várias das alocuções dos moradores e comerciantes, que não só destacaram o facto “da casa de banho pública da Praça do Peixe estar encerrada”, como de não haver “sinalética para a existente no parque de estacionamento do Rossio” e, sobretudo, “não estarem contempladas mais no projeto”.

Luís Souto Miranda e os vereadores autárquicos presentes assumiram desconhecer o problema do “encerramento da casa de banho pública”, prometendo “de imediato” perceber o motivo, “para o resolver”, da mesma forma que, tal como já tinha dito, admitir a “possibilidade de alterar o projeto”, caso o justifique, na questão de “aumentar o número de casas de banho públicas”.

 

Áreas e arruamentos previstos

Área Poente: Integram esta fase os seguintes arruamentos: Cais das Falcoeiras, Rua Dr. Bernardino Machado, Rua dos Arrais, Rua de Abel Ribeiro, Rua das Velas, Rua das Tricanas, Rua do Lavadoiro, Rua António dos Santos Lé, Cais dos Mercantéis, Travessa das Falcoeiras, Travessa dos Marnotos, Travessa do Lavadouro, Largo da Praça do Peixe, Travessa do Rossio e Rua Trindade de Coelho.

Área Norte compreende: Cais dos Botirões, Travessa de São Gonçalinho, Travessa de São Roque, Rua Antónia Rodrigues, Rua das Tomásias, Cais dos Remadores Olímpicos, Rua Antónia da Benta, Rua do Arco, Rua João Henriques Ferreira, Travessa do Arco, Rua da Palmeira, Rua Dom Jorge de Lencastre, Rua Dr. Edmundo Machado, Rua Dr. António Christo, Rua de Manuel Luiz Nogueira, Rua da Tapada, Rua de São Roque, Rua do Primeiro Visconde da Granja, Largo Nossa Sr.ª das Febres, Antigo Cais de São Roque e Rua do Carril.

Área Central integra: Rua das Salineiras, Rua do Sargento Clemente de Morais, Rua dos Marnotos, Largo da Apresentação, Rua do Tenente Rezende, Travessa do Tenente Rezende, Rua Domingos Carrancho, Praça 14 de Julho, Rua da Palmeira, Rua de Mendes Leite, Travessa da Caixa Económica, Rua de Marques Gomes, Arco do Comércio, Travessa dos Ourives, Rua Fernão de Oliveira, Rua Manuel Firmino, Rua Dom Jorge de Lencastre, Rua do Campeão das Províncias, Rua de São Bartolomeu e Largo de Vera Cruz.

Apelo a contribuição dos leitores

O artigo que está a ler resulta de um trabalho desenvolvido pela redação da Aveiro Mag.

Se puder, contribua para esta aposta no jornalismo regional (a Aveiro Mag mantém os seus conteúdos abertos a todos os leitores). A partir de 1 euro pode fazer toda a diferença.

IBAN: PT50 0033 0000 4555 2395 4290 5

MB Way: 913 851 503

Deixa um comentário

O teu endereço de e-mail não será publicado. Todos os campos são de preenchimento obrigatório.